Enfortumabe vedotina + pembrolizumabe perioperatório para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo elegíveis à cisplatina: resultados do estudo de fase 3 KEYNOTE-B15 (EV-304)
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O estudo randomizado de fase 3 KEYNOTE-B15 (EV-304) avaliou o uso de enfortumabe vedotina associado ao pembrolizumabe no cenário neoadjuvante e adjuvante em pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo elegíveis para cisplatina, comparando ao padrão atual com cisplatina + gemcitabina neoadjuvantes seguidos de cistectomia radical com linfadenectomia pélvica.
Foram randomizados 808 pacientes (405 no braço EV + pembrolizumabe e 403 no braço cisplatina + gemcitabina) entre maio de 2021 e dezembro de 2023. O tratamento consistia de Enfortumabe vedotina + pembrolizumabe por 4 ciclos neoadjuvantes,seguido de cistectomia radical, posteriormente tratamento adjuvante com a mesma combinação por até 5 ciclos adicionais, na ausência de progressão ou toxicidade limitante. No braço controle, os pacientes receberam cisplatina + gemcitabina por 4 ciclos neoadjuvantes seguido de cistectomia radical com linfadenectomia pélvica sem terapia sistêmica adjuvante. O desfecho primário foi sobrevida livre de eventos, definida como progressão que impedisse cirurgia com intenção curativa, doença residual significativa na cirurgia, recidiva local ou à distância após cistectomia ou morte por qualquer causa. As características basais dos pacientes foram bem balanceadas.
Com seguimento mediano de 33,6 meses, o regime com EV + pembrolizumabe demonstrou redução significativa do risco de evento, com HR 0,53 (IC95% 0,41–0,70; p<0,0001).
Também houve benefício em sobrevida global (HR 0,65; IC95% 0,48–0,89; p=0,0029), com medianas não atingidas nos dois grupos.
A taxa de resposta patológica completa foi substancialmente maior com a combinação (55,8% vs. 32,5%). Entre os pacientes que efetivamente foram operados, a taxa de resposta completa foi ainda maior: 64,4% em comparação à quimioterapia padrão (36,3%).
A taxa de realização de cirurgia foi semelhante entre os grupos, sugerindo que a intensificação perioperatória não comprometeu a ressecabilidade. O perfil de segurança foi consistente com dados prévios da combinação em doença avançada, com eventos adversos predominantemente de grau 1–2 e ausência de novos sinais relevantes de toxicidade. Toxicidades grau 3 ou mais foram mais comuns no grupo experimetnal: 75,7% vs. 67,2%;
Os autores concluem que a estratégia perioperatória com enfortumabe vedotina + pembrolizumabe melhora desfechos oncológicos relevantes, incluindo sobrevida livre de eventos, sobrevida global e resposta patológica completa, configurando potencial novo padrão terapêutico no câncer de bexiga músculo-invasivo elegível para cisplatina.
Apresentador: Matthew D. Galsky.
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