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Validação externa de biomarcador prognóstico baseado em inteligência artificial multimodal no estudo CHHiP

Data da publicação

Março 2026

Evento: 

2026 ASCO GU

teste

Uma análise translacional apresentada no congresso avaliou a validação externa de um biomarcador prognóstico baseado em inteligência artificial multimodal (MMAI) utilizando amostras do estudo randomizado de fase 3 CHHiP, que investigou diferentes esquemas de radioterapia no câncer de próstata localizado.

O modelo corresponde a um teste desenvolvido pela Artera AI, baseado em aprendizado supervisionado aplicado a lâminas histológicas coradas por hematoxilina-eosina, integrado a variáveis clínicas como idade, estádio tumoral e PSA. Nesta coorte de validação foram incluídos 1.797 pacientes, derivados da população do estudo CHHiP, configurando uma coorte contemporânea e bem caracterizada.

Os resultados demonstraram que o escore de MMAI foi capaz de estratificar prognóstico dentro dos grupos de risco tradicionais, incluindo classificações do NCCN e do Cambridge Prognostic Group, evidenciando heterogeneidade prognóstica relevante mesmo entre pacientes classificados como de risco semelhante pelos sistemas convencionais.

Em relação à sobrevida livre de recorrência bioquímica ou clínica em 10 anos, as taxas foram de 85,4% no grupo MMAI de baixo risco, 73,4% no grupo intermediário e 45,3% no grupo de alto risco. Já para sobrevida livre de metástases à distância em 10 anos, os valores foram 96,4%, 92,5% e 73,1%, respectivamente.

Comparativamente, a discriminação prognóstica obtida com o teste de inteligência artificial foi superior à observada com sistemas tradicionais de estratificação. O modelo demonstrou melhora significativa na capacidade preditiva para recorrência e metástases, tanto quando analisado como variável categórica quanto contínua, com significância estatística consistente (p < 0,001 em múltiplas análises).

Análises adicionais sugeriram que características derivadas diretamente das imagens histológicas foram os principais determinantes do desempenho prognóstico, capturando não apenas parâmetros clássicos como o escore de Gleason, mas também possivelmente outros aspectos biológicos do tumor.

Os autores concluem que o teste multimodal de inteligência artificial da Artera apresenta validação externa robusta e pode contribuir para refinamento da estratificação prognóstica no câncer de próstata localizado tratado com radioterapia, com potencial impacto futuro na seleção de estratégias de intensificação terapêutica.

Apresentadora: Anna Wilkins.