Microplásticos identificados em tecido tumoral prostático: estudo exploratório levanta novas hipóteses sobre exposições ambientais
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Um estudo translacional apresentado na ASCO GU 2026 investigou a presença de microplásticos e nanoplásticos (MNPs) em tecido prostático humano, explorando uma possível relação entre exposição ambiental e carcinogênese.
Foram avaliados 10 pacientes submetidos à prostatectomia radical, com análise pareada de tecido tumoral e tecido benigno contralateral, utilizando protocolos laboratoriais específicos para minimizar contaminação por plástico durante o processamento das amostras.
Microplásticos foram identificados em tecido tumoral de 9 dos 10 pacientes, com maior concentração de partículas no tumor em comparação ao tecido benigno. A concentração média total de plástico foi de aproximadamente 39,8 ng no tecido tumoral versus 15,5 ng no tecido benigno. Entre os polímeros detectados destacaram-se polietileno, PET e copolímeros de polipropileno/polietileno.
Embora preliminares e baseados em pequena amostra, os achados levantam novas hipóteses sobre o possível papel de exposições ambientais na biologia tumoral prostática. Os autores sugerem que estudos futuros deverão avaliar coortes maiores, diferentes graus histológicos e potenciais mecanismos inflamatórios ou carcinogênicos associados à presença de microplásticos.
Apresentadora: Stacy Loeb (NYU Langone Health, Estados Unidos).
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